
Kênia de Fatima Roriz
Enfermeira
Coren: 245.901-GO
Goiania-GO 12 de janeiro de 2021
RESUMO – A pandemia do COVID-19 transformou abruptamente o cenário mundial, trazendo impactos negativos para a população e aos profissionais da área da saúde. Desde o início da crise, no final do ano de 2019, muitos profissionais enfrentaram grande exaustão em decorrência de jornadas de trabalho prolongadas e da insuficiência de equipamentos adequados. Os resultados da pesquisa apontam que os desafios vivenciados desencadearam consequências duradouras para os profissionais que atuaram na linha de frente.
PALAVRAS-CHAVE: Pandemia; COVID-19; Enfermeiros.
ABSTRACT – The COVID-19 pandemic abruptly transformed the global landscape, bringing negative impacts to the population and healthcare professionals. Since the beginning of the crisis, at the end of 2019, many professionals have faced significant exhaustion due to prolonged working hours and insufficient adequate equipment. The research results indicate that the challenges experienced triggered lasting consequences for professionals who worked on the front lines.
KEYWORDS: Pandemic; COVID-19; Nurses.
- INTRODUÇÃO
A pandemia foi o maior teste de resiliência ocasionando maiores desafios para os profissionais da área da saúde, principalmente aos que estavam na linha de frente. “A pandemia é um evento de saúde pública de escala mundial, que surgiu de forma abrupta e fez com que a população no Brasil e no mundo mudasse seus hábitos e rotina” (MARTINS, et al., 2024, p. 4).
De acordo com Silveira et al. (2024, p. 8) “os enfermeiros reconheceram sua responsabilidade sobre a segurança no contexto da pandemia, incluindo estratégias de gestão de materiais, treinamento de equipe e a busca por novos conhecimentos”. A equipe de enfermeiros adotou uma postura proativa e estratégica para enfrentar a situação que se espalhou por todo o país. Para isso, em alguns lugares foram promovidos treinamentos contínuos com as equipes, com objetivo de assegurar a execução correta e eficaz dos procedimentos, assim como incentivar a busca por novos conhecimentos, uma vez que as informações eram atualizadas rapidamente.
Todos esses aspectos citados foram cruciais para que os profissionais pudessem enfrentar o período de crise. Isso destaca ainda mais o papel essencial do enfermeiro como mediador entre a teoria e a prática, buscando sempre a melhoria da qualidade do cuidado. Entretanto, essas mudanças drásticas interferiram diretamente aos profissionais da saúde. Segundo Silveira et al. (2024, p. 8) “decorrente do alto número de casos, muitos hospitais apresentaram dificuldades em suprir a alta demanda de materiais, ficando a cargo do enfermeiro fazer este controle, e dentro das possibilidades, encontrar maneiras de minimizar os danos”.
Os enfermeiros tiveram um papel fundamental ao contribuir com a organização dos serviços de saúde, mesmo frente às limitações estruturais impostas pela pandemia. Entretanto, essa responsabilidade imposta aos enfermeiros prejudicou a saúde mental, visto que muitas obrigações foram impostas ao profissional, além da alta demanda.
O presente artigo aborda a sobrecarga de trabalho que colocou esses profissionais em condições de vulnerabilidade, além da escassez de
equipamentos imprescindíveis para uso nos hospitais. O tema proposto explora os desafios enfrentados pela equipe de enfermeiros, analisando a importância da preparação do profissional atuante na linha de frente. - ENFERMAGEM NA LINHA DE FRENTE
“A COVID-19 se espalhou rapidamente em vários países incluindo o Brasil e trouxe uma preocupação mundial com os desdobramentos do surto” (MARTINS, et al., 2024, p. 2). Isso desencadeou desafios complexos que foram enfrentados pela equipe de enfermeiros, ocasionando vulnerabilidade em vários aspectos.
Devido às restrições que foram atribuídas aos pacientes infectados, muitos tiveram que ficar isolados para não propagar o vírus. De acordo com essa medida de segurança, Silveira et al. (2024, p. 7) explicam que “a enfermagem destacou-se ao buscar viabilizar o contato por meio de vídeo chamadas e mensagens, a fim de tranquilizar pacientes e familiares e impactar positivamente na situação, apesar da maior demanda implicada nesta prática”.
De acordo com Silveira et al.:
Os enfermeiros apontaram desafios relacionados à dificuldade de manejo do paciente com Covid-19, clinicamente instável, demandando maior disponibilidade de tecnologias e de profissionais para a garantia da qualidade do cuidado e segurança do paciente. Gerenciar recursos humanos diante do alto número de afastamentos profissionais decorrentes de infecções por Covid-19 representou um grande desafio aos enfermeiros líderes. (SILVEIRA, et al., 2024, p. 7).
Consequentemente, o cenário em que esses profissionais se encontravam desenvolveu uma sobrecarga maior que o esperado. Souza et al. (2021, p. 6636) citaram alguns fatores que contribuíram negativamente a saúde física e psicológica, como “jornada de trabalho extenuantes, ambiente de trabalho insalubre, falta de EPI’S, sobrecarga de pacientes, a alta virulência e mortalidade do vírus, levando a um alto número de mortes, tanto de pacientes como de colegas da saúde”.
“A alta demanda dos serviços impactou em um cenário de sobrecarga dos profissionais, dificultando o fechamento de escalas com o quantitativo
mínimo de enfermeiros e técnicos, estresse e exaustão destes profissionais (SILVEIRA, et al., 2024, p. 7). Segundo Ribeiro et al. (2021, p. 348) “a posição de linha de frente dos profissionais de Enfermagem no ambiente de UTI torna propício esse protagonismo pelas próprias características da profissão que requerem que eles permaneçam por mais tempo ao lado dos pacientes”. A UTI é um setor de cuidados críticos que demandam constante observação e intervenção, o que coloca o enfermeiro em um papel central na prestação de cuidados especializados e humanizados.
Esse aumento significativo de casos de COVID-19, dificultou a liderança da equipe de enfermeiros. “Diante disso, os participantes identificaram perda de espaço no cenário clínico, sendo enfatizada a centralidade do cuidado na figura do médico (SILVEIRA, et al., 2024, p. 7).
Silveira et al. (2024, p. 7) explicam que tornou-se “necessário remanejar e contratar profissionais de forma emergencial, o que incluiu, em muitos casos, profissionais recém-formados ou com pouca experiência. Este fator potencializou o clima de insegurança no ambiente de trabalho”. A insuficiência de profissionais para atender à demanda hospitalar levou à contratação de profissionais inexperientes, o que resultou em dificuldades para a equipe de enfermagem na gestão dessas equipes, enfraquecendo, em certa medida, seu protagonismo. - ESCASSEZ DE RECURSOS
“Em 1965, estudos microscópicos fizeram a descoberta do Coronavírus Humano (CoVh), os quais são vírus zoonóticos, envelopados por Ácido Ribonucleico (RNA) da ordem Nidoviral, pertencentes à família Coronaviridae” (FREITAS, et al., 2023, p. 2). Teixeira et al. (2020, p. 3466) explicam que “a velocidade com que a Covid-19 tem se espalhado entre os países, e dentro de cada um, tem influenciado o cotidiano de bilhões de pessoas no planeta”.
A pandemia impactou o cotidiano de milhares de pessoas no Brasil, resultando no fechamento de comércios, na restrição de visitas e na adoção de
medidas como o uso de máscaras e álcool em gel, com o objetivo de conter a disseminação do vírus. “Devido aos diferentes impactos impostos pela COVID-19, a OMS considerou uma emergência global de saúde pública e decretou como uma pandemia” (MARTINS, et al., 2024, p. 2).
Silveira et al., desenvolveram uma pesquisa quantitativa para compreender a perspectiva dos profissionais que atuaram na linha de frente durante a pandemia. Segundo Silveira et al. (2024, p. 8) “outro ponto levantado pelos participantes com relação à segurança do paciente e da equipe, foi relacionado à gestão de materiais frente ao desequilíbrio de oferta e demanda em contexto mundial”.
Muitos hospitais não estavam preparados para receber a quantidade exorbitante de pacientes infectados. De acordo com Silveira et al. (2024, p. 8) “esta dificuldade foi enfrentada pelos profissionais, especialmente nos momentos de maior agravo da pandemia, em que a maior demanda por materiais, equipamentos e medicamentos em nível global impactou na escassez da oferta desses insumos”. “Escassez de equipamentos de proteção individual que intensificam o medo de exposição ao coronavírus no trabalho, causando doenças graves” (TEIXEIRA, et al., 2020 p. 3468).
A falta de equipamento somado à infraestrutura inadequada não colocou apenas a vida dos pacientes em risco, mas de toda a equipe ativa nos hospitais. Teixeira et al. explicam que:
Diante da insuficiência de infraestrutura, principalmente de leitos hospitalares, UTIs e equipamentos de respiração mecânica (respiradores) no SUS, vem se agilizando a implementação dos “hospitais de campanha”, estratégia que traz consigo a necessidade imediata de contratação de pessoal, o que vem sendo feito através da reprodução em larga escala dos vínculos precários, “terceirizados”, sem garantias trabalhistas, representando o que vem sendo denominado de uberização da força de trabalho em saúde. (TEIXEIRA, et al., 2020, p. 3470).
Segundo Ribeiro et al. (2021, p. 7) “a enfermagem e a equipe de multiprofissionais que compõem os sistemas de saúde vivenciaram um momento desafiador após o surgimento da COVID-19”. A equipe estava exposta aos riscos de contaminação, passando por uma enorme sobrecarga
devido ao aumento das escalas de trabalho, somado à escassez de equipamentos necessários para realizarem os procedimentos adequados.
“Vários estudos destacam a necessidade de desinfecção da enfermaria a todo momento e gerenciamento de exposição ocupacional, via observação, em tempo real, com correção instantânea de algum procedimento faltante ou inadequado” (TEIXEIRA, et al., 2020, p. 3471). Por outro lado, Ribeiro et al. (2021, p. 7) relatam que “as condições precárias de trabalho que são geradas por infraestrutura inadequada, ocasionou maior vulnerabilidade para esses trabalhadores”. A necessidade de fornecer equipamentos para atenuar os riscos era fundamental a cada momento, entretanto, não fazia parte da realidade de muitos hospitais. Isso resultou na desvalorização do profissional da saúde.
De acordo com Boufleuer et al. (2023, p. 5) “no momento pandêmico emerge a precarização das condições de trabalho, mas muito antes da crise sanitária, a fragilidade de questões trabalhistas já era evidenciada”. Em contrapartida, “a mudança de paradigmas assistenciais diante de um cenário de pandemia resultou em reorganização da assistência em UTI. Essa reorganização envolveu aspectos estruturais, condutas sanitárias e novas rotinas assistenciais para atender a gravidade dos pacientes” (FREITAS, et al., 2023, p. 2). - OS IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE
As mudanças drásticas que ocorreram com a chegada da pandemia do COVID-19, geraram diversos impactos negativos para os profissionais da saúde, incluindo efeitos significativos sobre sua saúde mental. De acordo com Ribeiro et al. (2021, p. 6) “com o aumento da demanda gerada pelos serviços de saúde ocasionados pela pandemia, à carga horária de trabalho desses profissionais se intensificou e desencadeou diversos problemas de saúde aos mesmos”.
De acordo com Silveira et al. (2024, p. 9) “simultaneamente aos afastamentos, o aumento da carga horária dos profissionais surgiu como medida compensatória para suprir a alta demanda dos pacientes, gerando uma série de desafios aos profissionais atuantes”. A enfermagem é a categoria que mantém contato mais próximo ao paciente, portanto, isso foi transformado em riscos biológicos e emocionais.
“A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente a saúde mental desses trabalhadores, principalmente a equipe de enfermagem, onde passam horas de suas vidas dentro do ambiente hospitalar, gerando em si medo e insegurança” (RIBEIRO, et al., 2021, p.7). Esses profissionais passaram a enfrentar muitas situações complexas, em grande parte devido à falta de amparo e às exigências impostas pela realidade de seu ambiente de trabalho.
Martins et al. fizeram uma pesquisa com 108 profissionais, e diante aos questionamentos realizados “a “jornada de trabalho exaustiva” foi citada por 48,1% dos participantes, seguida por “superar pensamentos que tiram a produtividade e o ânimo do dia a dia” (41,7%) e por “ter contato com pacientes contaminados pela COVID-19” (40,7%)” (MARTINS, et al., 2024, p. 4).
Segundo Teixeira et al. (2020, p. 3466) “o principal problema de saúde que afeta os profissionais envolvidos diretamente no cuidado aos pacientes sintomáticos ou diagnosticados com a infecção provocada pelo COVID-19 é o risco de contaminação pela doença”. Portanto, Martins et al. (2024, p. 2) explicam que “as condições de trabalho têm reflexo na saúde emocional dos trabalhadores da saúde e na sua satisfação profissional”.
A jornada de trabalho exaustiva foi um ponto de partida que desencadeou vários problemas a esses profissionais. “As demandas emocionais se somam ao trabalho físico intensificando ainda mais a carga de trabalho, repercutindo no cansaço e na sensação de frustração diante da falibilidade potencial pelo contexto vivenciado” (BOUFLEUER, et al., 2023, p.4).
Martins et al. (2024, p. 5) explicam que sobre os desafios enfrentados pela equipe, “destacou-se a necessidade de manter as medidas de segurança e evitar o contágio de pessoas próximas, assegurar o equilíbrio emocional assim como a manutenção, tanto quanto possível, de suas atividades diárias normais”.
De acordo com Martins et al.:
O sentimento de estar vulnerável, ser infectado, adoecer e morrer; somado ao temor de contaminar familiares e pessoas que se encontram no ciclo de convivência diário dos profissionais de Enfermagem, representam um potente risco psicossocial tendo sido um grande desencadeador de desgaste emocional. (MARTINS, et al., 2024, p. 5).
“Os profissionais de saúde constituem um grupo de risco para a Covid-19 por estarem expostos diretamente aos pacientes infectados, o que faz com que recebam uma alta carga viral (milhões de partículas de vírus)” (TEIXEIRA, et al., 2020 p. 3466). Essa exposição contínua e intensa coloca esses profissionais em uma situação de vulnerabilidade física significativamente maior, uma vez que o contato direto com grandes quantidades de partículas virais potencializa não apenas o risco de contaminação, mas também a gravidade dos sintomas.
Segundo Freitas, et al. (2023, p. 8) “as experiências dos enfermeiros serão distintas no cuidar de pacientes com intervenções, como: viabilizar informações sobre a doença, treinamento de simulação, suporte emocional e cuidados de acompanhamento, gerenciar os atendimentos da equipe aos pacientes com COVID-19 na UTI”. Vale ressaltar que os profissionais ficam sujeitos a níveis elevados de estresse ao atender pacientes em estado grave na UTI, especialmente quando as condições de trabalho são frequentemente inadequadas.
Teixeira et al. (2020 p. 3468) explicam que “além do transtorno de ansiedade generalizada, verificou-se o estresse crônico, a exaustão ou o esgotamento dos trabalhadores frente à intensa carga de trabalho”. No contexto da pandemia, os enfermeiros não enfrentaram apenas sintomas psicológicos isolados, mas um conjunto de reações de desgaste emocional e físico desencadeadas pela sobrecarga contínua de tarefas e pela pressão constante no ambiente hospitalar.
Boufleuer et al. (2023, p. 2) retratam um outro ponto de vista em que “a possibilidade de haver diferença das repercussões da pandemia no que tange à divisão social do trabalho na Enfermagem entre enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem, ainda não explorada pelos estudos”. A pandemia pode ter afetado diferentes categorias dentro da área da enfermagem, comprometendo a hierarquia. Essa situação é algo a ser
investigado de modo que os dados possam contribuir ao entendimento dos profissionais que foram expostos erroneamente.
“Os profissionais de Enfermagem relataram cansaço emocional e físico devido ao aumento das demandas e à sobrecarga de trabalho geradas pela pandemia, trazendo como exemplo a modificação do perfil de pacientes atendidos, que exigiam atenção redobrada devido à instabilidade e à gravidade da doença” (BOUFLEUER, et al., 2023, p.5). A pandemia intensificou não apenas a carga de trabalho, mas também a complexidade dos cuidados exigidos, já que os profissionais passaram a atender pacientes em estados clínicos mais graves e instáveis, o que elevou a exigência técnica e emocional no atendimento.
Devido às mudanças, Ribeiro et al. (2021, p. 364) explicam que “foram necessários novos protocolos e formas de atendimento, podendo ser considerados como legados da atual pandemia, esperando-se maior valorização desses profissionais tanto pela população quanto pelos entes governamentais”. Entre essas mudanças, destaca‑se a necessidade de organizar o ambiente hospitalar em áreas específicas para pacientes com COVID‑19 e áreas para pacientes sem a doença. Essa estratégia foi adotada para reduzir o risco de contaminação cruzada e proteger tanto pacientes quanto profissionais de saúde.
Boufleuer et al. (2023, p. 2) citam algumas alterações que ocorreram para suprir as necessidades encontradas, como “o aumento da carga horária dos profissionais, as trocas de setores e as alterações na constituição das equipes, tanto pelos afastamentos por saúde ou por se tratarem de profissionais do grupo de risco para a COVID-19, como pelas contratações emergenciais”.
Determinadas equipes de saúde,em especial aquelas que atuam em serviços de emergência, se adaptam melhor às situações de fadiga física e cansaço mental pela especificidade do próprio, entretanto, devido ao medo, insegurança e incerteza causados por uma pandemia, esses fatores bem conhecidos podem agora impactar nas relações humanas no ambiente de trabalho e fora dele. (SOUZA, et al., 2021, p. 6636).
“Os profissionais de Enfermagem relataram sentimento de desamparo diante da instituição. As falas apontam para a necessidade de assistência aos
trabalhadores contaminados e sintomáticos para COVID-19, bem como o acompanhamento psicológico para as equipes” (BOUFLEUER, et al., 2023, p.4). Portanto, a falta de assistência e de suporte psicológico institucionalizado contribuiu para a intensificação de sentimentos de desamparo, ansiedade generalizada e estresse.
Goiania-GO 12 de janeiro de 2021
- CONCLUSÃO
Reconhece-se como limitação desse artigo que os estudo2223s realizados não podem afirmar com precisão as sequelas causadas aos profissionais da saúde. A análise proposta na pesquisa, apontou vários desafios que foram enfrentados pelos enfermeiros devid2223 - 2
- o às mudanças repentinas com o aumento de infecção do COVID-19.
O constante avanço do vírus prejudicou a saúde mental e física desses profissionais, jornadas exaustivas que contribuíram com a escassez de profissionais atuantes, enfermeiros despreparados atuando na linha de frente e a desvalorização do profissional.
Para concluir, é notório que a pandemia trouxe diversos impactos negativos à população e aos profissionais de saúde, gerando consequências de longo prazo. A falta de preparo em muitas localidades expôs, de forma contundente, a necessidade de investimentos na enfermagem, de modo a assegurar capacidade de resposta em nível nacional e a definição de estratégias eficazes para enfrentar futuras crises.
REFERÊNCIAS
BOUFLEUER, E et al. “Tentamos salvar vidas e nossas próprias vidas”: o trabalho da enfermagem na pandemia da COVID-19. Rev Gaúcha Enferm. 2023;44:e20220303. doi: https://doi.org/10.1590/1983- 1447.2023.20220303.pt.
FREITAS, J. R et al. Atuação do enfermeiro ao paciente crítico com a COVID-19: os desafios enfrentados pela enfermagem frente a pandemia. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 23, n. 12, p. e14573, 15 dez. 2023.
MARTINS, C et al. Dificuldades e desafios enfrentados pela equipe de enfermagem frente ao cenário da pandemia da COVID-19. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 6, p. e4311627150, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i6.27150.
RIBEIRO, J. S et al. Os desafios enfrentados pelos profissionais da enfermagem frente à COVID-19. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 15, p. e186101522918, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i15.22918.
RIBEIRO, J. F et al. Profissionais de Enfermagem na UTI e seu protagonismo na pandemia: Legados da Covid-19. Revista Enfermagem Contemporânea, Salvador, Brasil, v. 10, n. 2, p. 347–365, 2021. DOI: 10.17267/2317-3378rec.v10i2.3423.
SILVEIRA, V. C. et al. Práticas de liderança do enfermeiro durante a pandemia de Covid-19 em hospitais universitários. Rev Gaúcha Enferm. 2024;45:e20230289. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2024.20230289.pt.
SOUZA, I. M. J. de; OLIVEIRA, L. G. dos R.; CAVALCANTE, K. de O.; FERNANDES, D. C. A.; BARBOSA, E. da S.; FRANÇA, A. H. R.; CHAVES, M. J. C.; GRANGEIRO, R. F. de O. Impacto na saúde dos profissionais de enfermagem na linha de frente da pandemia de covid-19/ Impact on the health of nursing professionals at the forefront of the covid-19 pandemic. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 6631–6639, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n2-214.
TEIXEIRA, C. F. S; SOARES, C. M; SOUZA, E. A; LISBOA, E. S; PINTO, I. C. M; ANDRADE, L. R; ESPIRIDIÃO, M. A. (2020). A saúde dos profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia de covid-19. Ciênc Saúde Coletiva,25,3465-3474. https://doi.org/10.1590/1413-81232020259.19562020.
